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Bem-vinda ao site da RECEN

No sentido horário, Célia Regina Cristo de Oliveira (Fundadora da RECEN), Mônica Pinto da Rosa (Fundadora da RECEN). Rejane da Costa Silva (comissão organizadora da RECEN) e Jessyca Helen Romão Oliveira (comissão organizadora da RECEN)

A Rede Carioca de Etnoeducadoras Negras (RECEN) é um proposta de Extensão e Pesquisa e nasceu no ano de 2015 a partir da cooperação entre pensadoras-pesquisadoras-ativistas. No ano de 2020 solicitou afiliação como rede partícipe da Rede CLACSO ( www.clacso.org. ) e passou a compor a maior rede de Ciências Sociais da América Latina e o Caribe.


O Projeto de extensão “Redes de professoras e dinâmicas organizacionais: propostas de pedagogias alternativas”, nasce da experiência de intercâmbio com educadoras e educadores, de países da América Latina. Os anos de trabalho na educação básica, a experiência com o Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID UNIRIO – Pedagogia Ensino Médio) e a aproximação com pesquisadoras oriundas de instituições escolares, ampliaram as perspectivas de cooperação interinstitucional, no Rio de Janeiro. Em diálogo com educadoras populares, profissionais e pesquisadoras comprometidas com a escola pública, pautamo-nos em um trabalho ancorado na perspectiva intercultural e crítica para os currículos praticados e assim, visa-se reorientações das formas de intervenção, no âmbito da universidade e das escolas.

O trabalho em rede: desaprendendo na Diáspora Africana da América Latina

Um dos desdobramentos nesse desenho colaborativo é a conformação da “Rede Carioca de Etnoeducadoras Negras” (RECEN), um fórum permanente criado em 2015, fruto, sobretudo, da interação com a Red de Maestros y Maestras Hilos de Ananse (Bogotá/Colômbia). Ao compormos a RECEN nosso intuito foi potencializar outras práticas e outras metodologias em um movimento escola-universidade em um continuum que passou a ser condição sine qua non, para a agenda de cooperação mútua.

As heranças africanas e afro-brasileiras estão no centro das preocupações dos grupos interessados em promover processos anti-racistas. Indagamos sobre como seria a reorganização do currículo para a Educação das relações étnico-raciais (ERER), sem a presença das mulheres negras, na dinâmica exigida nos anos iniciais. Sobre quais des-aprendizagens foram possíveis com as Mães de Santo, em todas as regiões do Brasil. Indagar sobre como as inúmeras Organizações de Mulheres Negras desenvolvem metodologias de trabalho com o foco na afirmação da identidade de crianças, jovens e de mulheres negras, em situação de vulnerabilidade social.

Aprender sobre as inúmeras tessituras político-epistemológicas que estão em processo de construção a contrapelo no cotidiano de educadoras negras. Essas modelagens compõem as alternativas de descolonização. O trabalho em rede favorece e inspira outras movimentações pedagógicas e outras educações.

Como proposta de “des-aprendizagem” e de “re-aprendizagem” assumimos percursos contra-hegemônicos que envolvem cosmopercepções advindas das culturas afrodescendentes e africanas, e sendo assim, importa incluirmos os múltiplos espaços de formação, indo além dos muros das escolas. Isso porque as outras educações se dão nas associações de bairro, nos territórios das comunidades das periferias, nas Casas de Santo, nas agremiações carnavalescas, nas Organizações de Mulheres Negras, nos coletivos de estudantes negras (os), nos grupos de formação política e de afirmação identitária.
As educadoras populares, as profissionais com vínculo nos sistemas de ensino, as livre pensadoras, e as estudantes, da RECEN, fazem parte desses diversos ambientes de múltiplas perspectivas de formação além de sugerirem diferentes abordagens e pedagogias.
Nossa proposta de extensão é resultado das apostas que são, ao mesmo tempo, de incremento da cultura universitária contando com saberes docentes afrocentrados, para a formação de novas pesquisadoras e profissionais da área.
Chama a atenção, alguns desdobramentos já mapeados e apresentados em estudos autobiográficos e em trabalhos sobre práticas educativas insurgentes.
Rede Carioca de Etnoeducadoras Negras (RECEN) exige, como coletivo de educadoras-ativistas-pesquisadoras -, outras dinâmicas curriculares, outros desenhos que expressem a pluralidade étnico-racial herdada das diferentes populações africanas presentes no Brasil. A interculturalidade a qual nos referimos tem como centralidade cosmopercepções até aqui, invisibilizadas nos currículos prescritos e legitimados, por políticas curriculares eurocentradas.

Nossos encontros

I Encontro da Rede Carioca de Etnoeducadoras Negras (outubro de 2015) teve como palestrante, a pesquisadora-ativista Joselina da Silva (UFRRJ), que preparou uma conferência de abertura incluindo as Trajetórias de Intelectuais Negras. O II Encontro da Rede Carioca (novembro, 2016), foi iniciado com a palestra da professora Sheila Dias (Universidade Federal de Ouro Preto), dando foco para a experiência docente no ensino superior. No III Encontro da RECEN, a pesquisadora Sônia Beatriz dos Santos (UERJ) explorou as provocações sobre “Colonialidade, Educação e Mulheres Negras: Insurgências políticas e pedagógicas”. Já o IV Encontro foi com a abertura da professora Nubia Regina Moreira (UESB) e o V Encontro, com Patrícia dos Santos (FEBEF-UERJ).
Nossos encontros anuais reúnem uma média de 120 partícipes e o deslocamento como fórum permanente, inclui a participação em projetos de formação, em congressos e seminários dentro e fora da universidade como, por exemplo, o Congresso de Pesquisadoras (es) Negras (os), as Reuniões da ANPEd e os encontros do ENDIPE.

Vimos, como prioritário, abordar temáticas que se relacionam com a trajetória de luta de ativistas e pesquisadoras negras e reivindicamos a valorização da memória dessa forma de participação social. Para promovermos aproximações que contemplem o passado e do presente, observamos as formas de deslocamento político-epistemológico de uma agência multifacetada e da proposição de tecnologias de re-existência.

A busca por internacionalização da RECEN inclui a efetiva presença no âmbito da América Latina e essa é uma das demandas por colaboração no âmbito da Diáspora Africana. Destacamos nossa participação como proponentes de seção temática na Jornadas Nacionales de Historia de las Mujeres y Congreso Iberoamericano de Estudios de Género (2017, 2019). Registramos presença em três desses encontros, incluindo os ocorridos nas cidades de Buenos Aires e de Mar Del Plata.

A RECEN é parceira da Escuela Internacional Más Allá del Decenio Afrodescendiente em suas atividades de formação que ocorrem desde 2017 em Havana (Cuba). Essa colaboração tem se concretizado com a inserção de pesquisadoras e estudantes da RECEN. Realizamos rodas de conversas, oficinas e debates que privilegiam a escola pública, os currículos praticados, a formação docente e as pedagogias alternativas.

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