Redes Atuantes no Brasil

Coletivo de Professoras Pretas do CMEI Dr. Djalma Ramos

Nós somos um coletivo de professoras pretas, que há quase uma década propomos um currículo insurgente que questiona as formas de ensinar heteronormativa, sexista e brancocêntrica. Nossa prática emerge quando começamos a compreender que nossas crianças fazem parte de um território afrodiaspórico.

Nas encruzilhadas, seguimos reconhecendo a Pedagogia das Afroafetividades conceito tecido pelas professoras do CMEI Dr. Djalma Ramos, se ampliando não só pela maneira afroafetiva, mas pela forma irmanada, como nós adultos e crianças vamos nos escrevivendo, com práticas educativas e metodologias para infância, invocada de forma ancestral, cujo sentir/pensar/fazer surge das mulheres em uma conexão afrodiaspórica.

Neste sentido, quando encontramos nosso modo de sentir/pensar/fazer a partir de uma Pedagogia das Afroafetividades, novas proposições metodológicas surgem no chão do Djalma Ramos, com o intuito de construir uma possibilidade que nos descolonize e crie alternativas insurgentes de uma educação para a infância preta, onde as subjetividades das nossas crianças não sejam feridas, mas os princípios como o de alteridade sejam garantidos, a partir de uma Experiência da Felicidade.

Nosso modo de fazer projetos é a partir de uma epistemologia afro-brasileira tecidas pelas mãos de professoras pretas, cujo território localiza-se em Vida Nova município de Lauro de Freitas. Assim, esse caminho pela busca de uma Pretagogia foi tecido de forma desobediente e transgressora, isso porque, nos desafiamos a trabalhar com personalidades negras com crianças.

Pensar em uma Pedagogia Preta de Projetos contaminada com a história de vida de Riachão, Carolina Maria de Jesus, Mariene de Castro, As Ganhadeiras de Itapuã e Conceição Evaristo é trazer a possibilidade de dialogar com as crianças pequenas a suas marcas identitárias e afrodiaspóricas que se constituem enquanto atores/atrizes curriculantes em suas afroexistências. Assim, findamos com o pensamento de nossa irmã e ativista Marielle Franco: “As rosas da resistência nascem do asfalto. A gente recebe rosas, mas vamos estar com punhos cerrados falando de nossa existência contra os mandos e desmandos que afetam nossas vidas!”

Coletivo de Professoras Pretas do CMEI Dr. Djalma Ramos

Cristiane Melo e Fátima Santana
Foto das professoras efetivas do nosso CMEI. Da esquerda para direita: Noêmia Verúcia, Fátima Santana, Elisiane Lima, Cristiane Melo, Mabian Ribeiro

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